quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Método Estivil


Sobre quase-macacas e quase-humanas

Sim, o texto é longo. Porque o papo é sério.

Resolvi escrever esse texto após ler muitas coisas sobre um método chamado "Método Estivill", que é explicado no livro de mesmo título e cujo subtítulo é "Um guia rápido para os pais ensinarem os filhos a dormir". Já começo dizendo o seguinte, sem muito medo de errar: com exceção do blog da Mariana, o Pequeno Guia Prático Para Mães Sem Prática, que é show de bola e ajuda um monte de mães, além de fazê-las rir, tudo que começa com "guia rápido", "método fácil" ou "sem esforço" deve ser lido sempre com uma sobrancelha meio levantada, quando diz respeito a modificação de hábitos e comportamentos... Coisas como "Guia rápido para enriquecer" ou o "Como perder 10 quilos em uma semana sem fazer esforço" são meio esquisitas, não?
Bem, todos somos animais. Animais que tiveram um maior desenvolvimento do córtex cerebral com o passar das gerações, mas animais. Hoje temos um neocórtex, mas somos animais.
Tá entendido isso?
Beleza.
Sendo animais, reagimos instintivamente como tais. Com a diferença de que conseguimos - ou deveríamos conseguir, pelo menos - ponderar sobre uma série de questões e compreender o que outros animais não compreendem. Mas o comportamento humano tem base justamente na animalidade de nossa condição.
Agora imagine a seguinte situação: você é uma mulher Neanderthal. Ou uma fêmea de uma espécie prévia aoHomo sapiens. Uma quase-macaca, digamos assim. Ou uma quase-humana, dependendo do ponto de vista... Bom, aí você ficou prenhe. E aí o filhote nasceu. Vocês vivem numa caverna. Mas você é uma quase-macaca e sabe que tem outras espécies de animais andando por aí que adorariam saborear seu filhote como se fosse um cheetos, afinal, até formato de cheetos tem o filhotinho. Aí, depois de mamar nas suas tetas, seu filhote dormiu. Sim, porque você é uma quase-macaca, e naquela época as tetas ainda não tinham adquirido status de "peitos" ou "seios", são tetas mesmo. O filhote dormiu e você o colocou pra dormir em cima de um monte de folhas, porque ao contrário dos filhotes dos outros macacos, os filhotes da quase-macaca não conseguem dormir agarrado nos pelos da mãe... Então ele ficou lá dormindo na caminha de folhas. E você aproveitou pra ir colher umas amoras selvagens, umas bananas da terra ou um tubérculo qualquer. Aí você tá lá colhendo alimento, enquanto o seu macho (nada de feminismo, pessoal, era macho mesmo, naquela época... ainda não tinham adquirido o status de homens) foi caçar uma carninha vermelha. E você tá lá colhendo, tranquila. De repente, seu ouvido supersônico capta: FILHOTE CHORANDO! Você, na sua condição de quase-macaca, corre pra acudir: pode ser um animal daquelas outras espécies que adoram comer filhotes de quase-macacas! Corre! Corre! Chega lá, seu filhote está são e salvo e você, quase-macaca, fica muito mais tranquila. Garantiu a sobrevivência do seu filhote por mais um dia...
Aí você aprendeu que chorou, tem que acudir. E esse aprendizado foi junto com seus genes na forma de conexões neuronais altamente elaboradas. E deu tão certo que, como quase todas as quase-macacas acudiram seus filhotes, a raça das quase-macacas foi pra frente ao longo das gerações, e deu origem aos humanos sapiens (que às vezes são quase-sapiens ou nem-tão-sapiens-assim).

E aí tá explicado o porquê de nós, humanas, corrermos ao menor chorinho dos nossos bebês.

Aí um dia vem um quase-humano e diz assim pra você, humana sapiens: "Deixa chorar cada dia um tempo maior. Não precisa sair correndo pra acudir. Você não é mais uma quase-macaca; você se tornou uma humana sapiens dotada de um neocórtex crítico e pensante e já sabe que não tem nenhum animal querendo se alimentar do seu bebezinho. Não precisa se comportar como uma quase-macaca".
Faz sentido isso... Desse ponto de vista, faz sentido. Se esse ser quase-humano que te disse isso usar um Doutor antes do nome, aí você se impressiona e fica pensando que, se ele é doutor e você não, então ele deve saber do que está falando... (Humpf, se você soubesse cada doutor que eu conheço...)

Mas agora pense de outra maneira.
Faz de conta, agora, que você é o filhote da quase-macaca. Você acordou, se viu sozinho na caverna, seus genes sabem que você é alimento de outros bichos, você não vê sua mãe quase-macaca. Você começa a chorar instintivamente, porque está com medo, e o medo salva a sua pele! Desde que você chore pra sua mãe ouvir e correr pra te acudir, e dar a sorte dela chegar antes do devorador. E isso deu certo. Deu tão certo que você chorou de medo, sua mãe quase-macaca te ouviu e chegou antes dos devoradores.
Aí as gerações se passaram e você, como filhote de quase-macaca, evoluiu para um filhote de humana sapiens, e agora recebe o nome de "bebê". Aí você, bebê agora, acordou e se viu sozinho. O que você vai sentir?
Vai se sentir seguro, porque afinal você já é um bebê de humana sapiens e sabe que não tem mais nenhum devorador? Não! Você não sabe disso! Porque embora você seja um bebê com neocórtex, quem ainda manda é a parte cerebral que comanda seu comportamento defensivo instintivo. Ou seja, embora você tenha menos pêlos, seja mais cheiroso e até use um macacãozinho lindo cor-de-rosa, no que diz respeito ao seu padrão comportamental,  você tá mais pra filhote de quase-macaca do que pra bebê de humana sapiens, meu querido... 
Ou seja: você vai acordar com medo ao se ver sozinho; você não sabe que sua mãe está ali no quarto ao lado; você não sabe nada sobre nada, só lembra - geneticamente - que sua sobrevivência está em risco.
Se você é filho daquela mãe humana sapiens que ouviu aquele doutor quase-humano dizendo pra ela parar de se comportar como uma quase-macaca, você se ferrou, bebezão: vai ficar ali chorando apavorado sem saber o que está acontecendo e onde está a mamãe.
Portanto, a questão não é saber que nós, hoje, podemos usar estratégias comportamentais diferentes do que as quase-macacas usavam porque, afinal de contas, somos humanas sapiens... É saber se eles, os filhotes, também mudaram do ponto de vista comportamental.
E te digo: não mudaram! O arcabouço biológico continua o mesmo, gente boa...
Um bebê de humana sapiens continua a ser o mesmo filhote de quase-macaca.
Ou seja: não adianta dizer pra um bebê, quando ele estiver chorando sozinho no berço: "meu amor, mamãe e papai te amam muito. E é por isso que a gente vai te ensinar a dormir sozinho e não vai pegar você no colo. Mesmo que você grite. Fica aí um pouquinho que aí também é gostoso, olha a sua bonequinha, que linda... É por amor, querida, pra você não ser uma pessoa birrenta e ser corajosa..."
Não adianta dizer isso porque o neocórtex do bebê ainda não fez conexões neuronais que permitam a compreensão do mundo, minha gente.

Tá entendido isso?

E se algum Dr. Estivill vier te dizer isso, do alto de sua formação médica e de seu DR. antes do nome, manda ele pentear quase-macacos. Que enquanto ele penteia quase-macacos, a gente vai embalando nossos filhotes no colo para que durmam... Que nós somos quase-macacas tentando ser mais humanas do que mais sapiens. Mesmo que algumas tenham, até, doutorado na área de neurociência.
Por isso, eu digo: mais vale uma quase-macaca do que uma quase-humana...
Com todo o respeito.

Esse é um manifesto pessoal contra a política do "vamos deixar chorando no berço, que é pra ensinar esse povo pequeno a dormir sozinho". Se você quer criar seres humanos inseguros e frágeis, esse é o melhor caminho mesmo, vai fundo. Fazendo uma pesquisa sobre esse método do Dr. Estivill, fiquei chocada com o número de mães que adoraram esse livro e esse método e dizem orgulhosas: minha vida mudou depois que meu bebê chorou 3 horas seguidas, deu uma vomitadinha de tanto chorar, mas aprendeu a dormir sozinho.
E ainda dizem que a espécie evoluiu...

Sou uma doutora quase-macaca, muito prazer. E aqui em casa, nós não deixamos chorar. E tá todo mundo bem feliz com isso. Né, Clara?

(foto de quando ela estava com 1 mês e meio, dormindo em cima do papai).


sábado, 23 de fevereiro de 2013

O debate científico sobre a realidade do sono infantil

Imagem royalty-free: Sweet baby


Duas pesquisadoras da Espanha fizeram uma revisão bibliográfica gigante sobre sono infantil e criaram este site  para divulgar o resultado da pesquisa. A intenção delas é que as pessoas, pais e pesquisadores, tenham acesso ao material para que possam tomar as decisões baseadas em evidências científicas e para aquilo que for melhor para a criança. Abaixo o resumo da pesquisa, em espanhol:


Desde los comienzos de la humanidad, y como miembros que somos del orden de los primates, nuestros bebés y niños han dormido siempre en compañía de sus cuidadores hasta que son lo suficientemente mayores para protegerse solos de las hostilidades del medio (Small, 1999). Pero desde hace unos pocos siglos una parte de la humanidad - la cultura occidental industrializada - se impuso la costumbre de obligar a sus hijos a dormir lejos de su madre (y/o cuidadores) y enseñarles a dormir solos. Una costumbre que comenzó debido a las circunstancias sociales, culturales, morales y económicas que se vivían en esta sociedad y que se afianzó definitivamente a finales del siglo XIX, cuando empezó a aparecer como regla de oro en los manuales de los profesionales de la pediatría de la época. Más o menos al mismo tiempo empezó el estudio científico del sueño infantil, que tomó como referencia de normal y saludable el bebé/niño que dormía sólo y no era alimentado con lactancia materna, en lugar del bebé/niño que duerme acompañado y tiene acceso al pecho de su madre para alimentarse y consolarse (McKenna et al, 2007).

Como era de esperar, y dado que el garantizarse la presencia del cuidador (y su alimento) es un comportamiento innato fuertemente grabado en nuestro instinto primal, nuestras criaturas se rebelaron contra esta costumbre, llorando y reclamando la presencia de los adultos para iniciar su sueño, negándose a dormir solos. De esta manera se vio afectado no sólo su propio sueño, sino también el sueño de sus padres, haciendo imposible que ningún miembro de la familia descansara lo necesario. Nacieron así los problemas del sueño infantil que, con el apoyo del método científico, pasaron a la categoría de enfermedad con el nombre de "Insomnio infantil por hábitos incorrectos" o "Behavioral insomnia of childhood" (BIC). Esta enfermedad se definió como:

"... las dificultades para empezar a dormir, para continuar dormido, o ambas, lo que está relacionado con una etiología del comportamiento identificada. Las dificultades del sueño son el resultado de unas asociaciones inapropiadas o de un inadecuado establecimiento de límites"

Se consideró que la habilidad para auto-consolarse y dormirse solos sin la presencia de los padres y permanecer así dormidos durante toda la noche debería desarrollarse entre los 3 y los 6 meses de edad, por lo que los niños que a partir de los 6 meses no seguían estos criterios serían diagnosticados de BIC (AASM, 2005).

Y como ocurre ante cualquier enfermedad, no faltaron los tratamientos. Dos fueron las aproximaciones posibles: medicación y técnicas de adiestramiento o terapias cognitivo-conductuales (CBTs). Como diversos estudios demostraron que la medicación era ineficaz para resolver el problema a largo plazo,  no tardaron en imponerse las CBTs (Mindell  et al, 2006; Vriend  & Corkum, 2011). Estas CBTs se basaban en las líneas conductuales de la psicología y la pedagogía iniciadas por Skinner, Pavlov y Watson. La primera de ellas fue la llamada crying it out (dejar llorar), unmodified extinction (extinción no modificada) o simplementeextinction (extinción) y que consistía en dejar llorar a la criatura sola en su cuarto, dentro de su cuna o cama,  hasta que se callaba. Los estudios demostraron que era altamente eficaz para curar el  BIC pero tenía un importante problema: la intolerancia de los padres  para soportar el llanto incontrolado de su bebé durante horas (Williams, 1959). En un porcentaje muy alto esta técnica fallaba porque los padres eran incapaces de aplicarla consistentemente, con lo que conseguían el efecto contrario. Por eso, en la década de los 80, Rolider y Van Houten publicaron un artículo describiendo en detalle un método que se llamaría desde entonces controlled comforting (consuelo controlado), controlled crying (llanto controlado) o graduated extinction (extinción gradual), una técnica en principio "más amable" ya que permitía hacer breves visitas al bebé/niño en las que el cuidador podía consolarle mediante la voz, aunque sin tocarle ni sacarle de su cama/cuna (Rodiler  & Van Houten, 1984Mindell  et al, 2006). 

En 1984 esta técnica llegó al gran público de la mano del doctor Richard Ferber y su libro Solve your child´s sleep problems (Solucione los problemas del sueño de su hijo) que no tardó en convertirse en bestseller(Ferber, 1985). Once años más tarde el doctor Eduardo Estivill decidió seguir el ejemplo de su colega y maestro, y publicó en España su conocido Duérmete Niño, libro que llegó a ser tan popular que el método pasó a conocerse como Método Estivill Estivilización (Estivill & Bejar, 1996).

A la vez que las técnicas basadas en el controlled crying se popularizaban de la mano de Ferber y Estivill, en el mundo científico empezaron a alzarse voces cuestionando su ética (McKenna & Volpe, 2007Blunden  et al, 2011Jové, 2006Gonzalez, 2010Sunderland, 2006Gehard, 2008Liedloff, 2009, entre muchos otros). Diversos estudios provenientes de ramas como la antropología, la etnología, la etología o la neurología empezaron a cuestionar no sólo a las técnicas en sí mismas, sino la misma costumbre de poner a los bebés a dormir solos, a la vez que sacaban a la luz su verdadero origen cultural y no biológico. 

Estos otros estudios no tardaron en hacer mella incluso en los más fervientes defensores de los métodos de adiestramiento. El colecho empezó a dejar de verse como una aberración o un peligro para la salud física, psicológica y moral de la criatura y, ante las evidencias de su bondad, ningún profesional de la pediatría del sueño pudo seguir atacándolo de manera indiscriminada, por lo que incluso los más recalcitrantes defensores del BIC aceptan  hoy en día que cuando se practica por motivos culturales y de convicción es bueno (Eckerberg, 2002).  Por otra parte, también empezaron a diseñar técnicas más amables como el camping out (ir retirando el acompañamiento) (Sadeh, 1996), que permite colechar con la criatura un tiempo determinado hasta que acepta la separación, o el positive rutines (rutinas positivas) (Mindell  et al, 2009) en la que se establecen una serie de rutinas agradables y tranquilas a la hora de ponerle a dormir.

Pero a pesar de esta tendencia, las técnicas basadas en el controlled crying estaban tan arraigadas en la literatura popular sobre crianza que todavía siguen siendo la primera opción para muchos profesionales y familias a la hora de tratar este hipotético y culturalmente establecido BIC. Desgraciadamente, esta situación se ve mantenida porque, a pesar del debate existente en el mundo de las publicaciones científicas, algunos profesionales se empeñan en mantener estas técnicas vigentes a toda costa, negando incluso la existencia misma del debate.

Pero el debate existe y las más de cien publicaciones citadas en esta revisión lo atestiguan. El malestar que provoca la aplicación de las técnicas basadas en el crying it out o controlled crying, junto con las evidencias científicas, que nos hacen pensar que su éxito en conseguir el comportamiento deseado no es gratuito, sino que se está cobrando un precio en la salud física, psicológica y emocional de los niños al forzarlos a un comportamiento que va en contra de sus instintos primarios de supervivencia, nos hacen pensar que se han quedado obsoletas y es hora de cambiar de dirección. Ya no tiene sentido calificar de patología un comportamiento que ha demostrado ser todo lo contrario: una reacción natural y saludable al sentimiento de abandono y peligro que provoca una costumbre establecida por meras razones culturales.

De hecho ya empieza a vislumbrarse un nuevo camino para el futuro en el que mediante modelos interaccionales o transaccionales se ha conceptualizado la interacción bidireccional entre cultura y biología, aplicando el concepto de bondad de ajuste (goodness of fit) para definir la calidad del ajuste entre las necesidades de los hijos y las exigencias de los padres, determinadas estas últimas por el ambiente cultural (Chess  & Thomas, 1984).

Hasta el momento, las recomendaciones clínicas de gran parte del mundo de la pediatría del sueño se han basado fundamentalmente en cambiar el comportamiento del niño, extinguiendo el comportamiento no deseado (reclamar a sus padres o cuidadores para dormirse), y/o el de los padres, reduciendo su implicación a la hora de dormir a sus hijos e instándoles a mantenerse insensibles ante sus reclamos, todo ello con el fin de llegar al comportamiento culturalmente aceptado. Ha llegado el momento de buscar el verdadero equilibrio entre las necesidades de todos los miembros de la familia para convertir una pobreza de ajuste en una bondad de ajuste, aunque ello conlleve cuestionar, modificar y rechazar aspectos de las normas del comportamiento del sueño infantil de la propia cultura. Según palabras de Jenni y O´Connors:

"¿Son los estándares culturales de nuestra sociedad óptimos para el desarrollo de nuestros niños?La gran diversidad en el comportamiento del sueño de los niños entre las diferentes sociedades y culturas, de hecho, puede estar indicando que un "estándar cultural óptimo" no existe. Por el contrario, las necesidades y los determinantes biológicos individuales deben ser tenidos en cuenta cuando hablamos de los problemas y los patrones del sueño infantil. ¿Son todos los niños capaces de adaptar sus requerimientos biológicos de sueño a las demandas definidas culturalmente? Particularmente, la "bondad de ajuste" entre las necesidades de niños individuales y sus ambientes culturales puede proveer de una base conceptual para la práctica clínica."(Jenni & O´Connors, 2005)



Fonte: suenoinfantil.net

Acupuntura, primeira sessão.

Imagem royalty-free: Traditonal medicine acupenture




Geeente, este é o primeiro post ao vivo!!! E os meus dois fãs vão ao delírio!!!
A sessão de acupuntura foi essa semana, e nada de agulhas! Bebê que é phyno faz acupuntura a laser. No começo da sessão Pepê tava que era só alegria, puxou os cabelos da Érika, rasgou o papel da maca... Depois foi se emputecendo com aquela mexeção nele, e acabou se irritando no final, mas ele foi ótimo, deu tudo certo! Durante a sessão. 
Eu já estava preparada pra sair dali com um bebê desmaiado que ia acordar só no dia seguinte. Quem disse?! Pepê não dormiu no carro, nem quando chegou em casa. Fiquei igual uma doida apertando as sementinhas, e o pequeno foi se irritando com aquilo. Só dormiu depois do banho. Mas um sono que eu nunca vi assolar aquele corpinho. Ele não conseguiu lutar muito, foi logo nocauteado! Apesar disso, eu percebi que não dava pra levar ele pra cama, ficou no colo mesmo. Mas depois de duas horas de sono eu quis que ele acordasse por que já estava na hora da rotina noturna. Aí levei pra cama, só pra testar. O menino dormiu que chega babou, não acordou quando foi pra cama! E dormiu por mais uma hora. Não acordou nem quando o João veio arrumar o telhado e ficou martelando acima das nossas cabeças! Eu olhava pra aquela criatura que não movia um músculo, sem acreditar! Só acordou quando o João ligou a britadeira serra!!!
Fiquei toda "se achando" e jurei que o pequeno ia dormir a noite toda e acordar só as 10 horas da manhã. Eu sou esperançosa, gente! Ou será que é o desespero...? Pois não é que o fofo teve um sono super agitado a noite, acordou milhares quatro vezes e levantou às 5 da matina novamente, falando como se fosse meio dia! E no outro dia ganhou um prêmio internacional de bebê mais irritado, lutou descontroladamente contra o sono e dormiu pouco.
E a mãe? Fiquei "xatiada". Fiquei foi raiventa, sangue nozói, como é que pode esse troço não funcionar com o Pepê, COMÉQUEPÓDI! *&%¨&$($¨&$&¨&%!!!! EU AQUI DEPOSITANDO MINHAS FÉS NESTE NEGÓCIO E O TREM DESANDA DESSE JEITO, EU VOU FICAR A VIDA TODA COM ESTE MOLEQUE NO COLO, ALGUÉM ME SEGURA QUE EU VOU DAR UM CHILIQUE, etc, etc... 
Conversei com a Érika e a próxima sessão vai ser punk-rock-velocidade-cinco-na-dança-do-créu. Mentira, ela só disse que vai fazer mais pontos. Vamos na fé, que a fé não costuma faiá, né.

Ah, marquei retorno com a Dra Natureba, tô doida nas garrafadas dela! Quem sabe acupuntura + homeopatia + reza funcionem. Só falta este detalhe (e ele parar de acordar às 5 da manhã) pro soninho do Pepê virar lymdeza, só isso gente!!! Já tô contando vitória, daqui a pouco meu cabelo começa a nascer na parte da minha cabeça que caiu!!! Vamos filho, você consegue!

Vem sucesso!!!


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Encantadora de Bebês que nada, eu quero agulhas!




Imagem royalty-free: Mother and Newborn Baby
Tenta aí no chiadinho, vai.

Esse negócio de encantadora de bebês deu certo com meu pequenote não. Fail! Por causa de que ele dorme ninado no colo, certo? Aí eu teria que passar ele pra alguma superfície não humana, certo? Aí ele acorda, certo? Aí eu pego ele e nino de novo e ele dorme, certo? Errado. Ele não dorme mais. Quer dizer, as vezes até dorme se ficar mais uma hora ninando. Portanto é lorainemente impossível aplicar este método com Pepê! Você não saberia encantar o meu bebê, fia. Ou então demoraria mais de uma semana no pu/pd (pick up / pick down) sem parar nem pra fazer xixi.
A consulta com a Dra Natureba é cara e eu tô já é morrendo de preguiça de ir lá de novo devolver a carta de alforria dizendo que é falsa, ainda tô com uma bola de ferro no pé. Pepê não dorme sozinho por que não gosta de ficar só, ele se irrita e ninguém dorme quando tá irritado. Se tivesse só 5 meses que eu tivesse saído de dentro de alguém, eu também não ia querer ficar só! 
No domingo relaxei tanto com este negócio do sono dele que o bichinho dormiu meia hora de manhã e meia hora a tarde. A noite ele teve um sono meio agitado e acordou ás 5 da matina falando igual o homem da cobra! É ruim que eu vou estragar nossa noite que demorou pra ficar boa por causa de sugestão de pediatra, é ruim hein! Vou seguir minha intuição que é afiada e EU SEI que o problema do sono diurno é que ele é leve. Liguei pra acupunturista, a Erika Nery Lymda de Morrer, e marquei já a sessão de Pepê. Ela disse que teve bons resultados pra este tipo de sono, revele senhor! Revele! Volto com notícias, beijos esperançosos!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O que fez meu bebê parar de acordar de hora em hora

Imagem royalty-free: Tired Eyes
Dorme picutuchinho.



O que deu certo pra Noite do Pepê? Que milagre divino o fez dormir cinco, seis horas seguidas quando o costume era uma hora? Paulada na cabeça? Tranquilizantes pra elefante? Não, gente, foi uma técnica simples do livro Soluções para Noites sem Choro. Foi o desmame noturno. 
Mas jááááááá? Ele não é muito novinho pra isso? DESMAME? É, des-ma-me no-tur-no. 
Acho lindo dizer que o bebê mama quando quer, se ele quiser mamar a madrugada inteira e não mamar de dia, ele que sabe. Eu acho lindo mesmo, por que os bebês sabem se regular. E acho também que a gente deve respeitar o tempo deles, o jeito que eles são e tentar aceitar. Eu acho mesmo que a gente que deve se adaptar ao ritmo deles, por amor e respeito ao desenvolvimento. E não é isso que fabrica pessoas tiranas, pelo contrário. Isso faz com que eles tenham o que precisam na época certa, assim passam pra próxima fase sem carências ou necessidades mal atendidas. Eu penso assim. 
Então você que está com sua linda bundinha aí na sua cadeira se sentindo bem com o sono em dia, mesmo que tenha um bebê notívago, tira este dedão da minha cara por que cada um sabe de si. Não posso justificar minha atitude pra vocês, mas quem viu sabe o tanto que tentei. Não deu. Ter sabedoria é também aceitar suas impossibilidades e limitações. Então tentei este recurso só pra não ter que fazer minhas malas e ir embora pra Bahia vender anel de coco e contar pros mendigos dividindo a cachaça e o cigarro como eu era feliz quando tinha uma família. 
E não é que deu? Te amo Elisabeth Pantley, to acendendo uma vela em teu nome, abençoada! E o método não tem choro nem sofrimento, é muito sutil. É só uma ajuda pro pequety saber que consegue dormir sem mamar. 
Consiste em (finalmente!): quando o bebê acordar, alguma boa alma que não a mãe (geralmente o pai, companheiro ou companheira) pega o fofo e nina. Modo mute, nina como de costume. Ele vai dormir, devolve pro berço (cama, moisés, cercadinho, masmorra). Quando ele acordar de novo, repita o procedimento. Mas ATENÇAO! Se o pequenino reclamar ou ficar nervoso ou mesmo começar a mamar as mãozinhas ou o braço alheio leva logo pra mãe! Não é pra deixá-lo chorar, nem passar fome, nem ficar irritado. Então esta outra pessoa tem que estar disposta a sacrificar algumas noites pra fazer isso por 10 dias. No primeiro dia, o santo ou santa vai anotar tudo em uma planilha. Depois segue persistindo e anota de novo só no décimo dia. Aí siiiiiim compara as planilhas e vê se houve melhora. Continua por mais 10 dias pra consolidar a vitória ou aumentar o sucesso. 
Se não melhorou nada ou se piorou, compra o livro ou me manda um e-mail. Talvez seja melhor mudar de estratégia ou talvez você tenha tido sucesso mas não percebeu. Entendeu amore? 
Foi isso que fizemos, eu e papai de Pepê. Na primeira noite já melhorou. Na segunda noite só acordou três vezes e depois passou uma semana acordando só duas vezes!!! Ô menino esperto da mamãe! Aprende rapidão!!! Lindo. 

Agora o blog deveria se chamar o sono diurno do Pepê...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dorme cotia, de noite e de dia!

Imagem royalty-free: Fathers hand touching sleeping infants head
Dorme nenêm!




Ai amigues, eu sou muito broca mesmo. Tô que coloco texto aqui e não explico pra clientela que estes textos são antigos! É o histórico do sono do Pepê! Ainda não chegamos nos atualmentes, estamos quase lá. Este é o penúltimo texto antigo e daqui a pouco vou poder reclamar desabafar em tempo real! O Pepê faz cinco meses dias 25. E conseguimos muita vitória com o soninho dele! Eu espero do fundilho do meu coração te ajudar com esta questão aí na sua casa, por que se tem uma coisa que eu sei é como é ter um bebê que dorme pouco (ou acorda muito!). Me compadeço! Tem gente que não sofre, que passa a vida bem, dormindo 4 horas por dia. EU NÃO! QUASE MORRI!
Mas já passou, oh glória!


Depois que a liberdade abriu as asas sobre nós eu vi que durante o dia o buraco é mais em baixo. Pepê acostumou-se a dormir no colo e só dorme assim. Eu achei que ia ser mais fácil tirar este costume dele por que agora se tiver com sonão ele dorme no carro. Me enganei! Sabe que eu nem me importo em ninar um pouquinho, que ele só adormeça no colo, tudo bem! Mas poxa filho, dorme no carrinho, na rede, na cama. Você consegue meu amor!!! Consegue mas precisa de ajuda. 
Dra Natureba disse pra eu largar ele lá que uma hora ele dorme. Humpf! Só vai ficando é mais irritado e em 10 minutos começa a reclamar alto e aí já to agindo! Tem a tal da encantadora de bebês que sugere ficar ao lado dele forever pegando e devolvendo pro berço até o abençoado se enjoar, cansar e dormir. O esquema seria ninar e colocar no carrinho. Acordou? (Óbvio amore) pega, nina de novo e coloca no carrinho. 
Com o Pê eu tenho que tirar férias, quando ele finalmente dormir (se não morrer de irritação antes) ele já vai ter 20 anos. Eu lá tenho saúde pra isso`bem? Meu cabelo tá ralo do tanto que cai todo dia! Tem outro jeito? Vou ter que tentar, consistência e persistência e muita paciência. Esta última vou ter que raspar do fundo do pote com o dedo.Embarcando em mais uma aventura! Me deseje saúde e sorte! 



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A carta de Alforria


Tivemos consulta com a Dra Natureba dia 14 de fevereiro. Eu fui jurando que ia sair com uma receita de umas três garrafadas e mais um vidro de boa noite cinderela. Já tinha até ligado pro cara da farmácia pedindo pra ele ir colhendo as papoulas! Ah por que se ela não me passasse remédio pro meu baby ah dona doida se segura! Mas depois de muita conversa saí de lá sem nenhuma receitinha, mas com uma carta de alforria: tá livre negona! Comassí? 
Eu chorei todas as pitangas e ela: Esquece tudo o que você já leu! Deixa o menino em paz! Se ele quiser dormir ele dorme. E eu: dorme não fia! E ela: se ele estiver com sono e você ninar e ele não dormir deixa ele na rede, já que ele gosta, e sai de perto. Ele vai dormir. E eu: Seráaaaa? E ela: se ele não dormir é por que não estava com sono. Se ele começar ficar irritado vc nina, e pára de contar se deu uma hora ou 15 min de sono, CADA BEBÊ É DIFERENTE UM DO OUTRO, SEU FILHO ESTÁ BEM! Ele é ligadão, muito atento e desenvolvido. Deixa ele! 
Me conectei com meus antepassados recém libertos, liberdade! Que felicidade, que alívio! Mas e agora, será que vou conseguir, será que vai dar certo, será que meu filho vai ficar três dias diretão sem dormir e depois vai entrar em coma e acordar com 15 anos?! Vou ter que jogar todos estes livros e artigos no lixo! Vou lá dar um peteleco na testa de cada um destes "eu-sei-sobre-sono-de-bebê"!!!  Calma, Loraine Antônia. Tá com a alforria na mão, carimbada e assinada. Vamos tentar! Talvez o Pepê seja um bebê fora da média, e os textos são sobre a média amore. 
Saimos de lá ele estava morto de sono, e eu já tensa por que ele não é era daqueles bebês que dormem no carro. Mas tratei de mudar minha atitude mental: se ele não dormir: bem, se dormir: amém! Aí botei minha mão pra ele brincar e fiquei na internet no celular. Tu dormiu? Ele siiiiiiiiimmmmmm! Reclamou, reclamou e depois dormiu sozinho! O PEDRO DORMIU SOZINHO!!! Chegando em casa, acordou. Ótimo, vamos trocar de roupa, mamadona, ninar, cama. Acordou uma vez na madruga, mamouzão. Se acordou e não reclamou no berço ficou. Acordou 6h, mamou e não dormiu. Devolvi pro berço no modo mute e fui deitar agarrada no bofe. E o menino deu umas remexidas e depois.... DORMIU! O PEDRO DORMIU SOZINHO DE NOVOOOOOOO!!! Até as 7h12. 
Benzadeus! Amém-aleluia! A Deusa é mãe não é madrasta! Eu chega levantei tonta de tanto dormir! Vamos fazer uma festaaaaa! Claaaaaro que eu sei que pode ser que nem sempre vá ser assim, eu fico desconfiadinha senão não era eu. Mas agora EU CONFIO NO MEU FILHO, e to orgulhosa de ver o tanto que ele aprende rápido! Vamos juntos filhão! Depois conto como estão nossos dias. Amo vocês! A vida é linda! O céu é azul! Que lindo!!!!!